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Armando.villanova 3cavalos @ 00:11

Qua, 14/12/11

Nesta Noite que se

anuncia

Tu Cervo,não terás

as sementes!

Porque eu as colhi.

Pertenciam-te?

Sim talvêz!

Terás que vaguear

pela Noite toda

em busca delas.

Chegada Aurora

recolher-te-às,com fome,

esperando que a Luz recolha!

Daqui te envio,saídas dos

lábios abertos dourados,

nos primeiros frios

Setembrinos

para que continuem os

Bosques Primordiais!

 

 

 

 



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Armando.villanova 3cavalos @ 00:00

Ter, 15/02/11

Desejei-te.

 

Corta-me o cabelo

 

Nunca arranjo vez.

 

Será porque estão a

 

ficar brancos?

 

-Não, o corte do teu cabelo,

 

não entra aí, hoje!

 

Pega!

 

(será que me confundiste

 

com as arvores, com os homens

 

antes da linguagem?)

 

Pousaste no meu cabelo

 

ao vento.

 

Aí entraste.

 

Pega Azul

 

e fizeste ninho!

 

 

 

 

 

 


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Armando.villanova 3cavalos @ 16:31

Ter, 27/04/10

 

 

 Silêncio!



Aqui as madrugadas são lentas!

E não há caminhos de futuro!

As noites não têm vozes amigaveis!

A liberdade só existe

para quem tem força para a usar!.


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Armando.villanova 3cavalos @ 12:20

Sab, 12/12/09

    Tanta labuta

    Em que a terra se permuta

    Em que o  corpo escuta

    Às vezes sai palavra bruta

    Mas logo a mão afaga

    a dor na ilharga 

    E outrem que passa  diz

    em chalaça

    - Já massa, já massa

    Chalaça que não embaraça

    Porque Rosália tem graça

    Mesmo quando canta

    - Homem ,você está gasto!

    - Gasto? "Doio-me de dor ferida

      que antes tinha a vida inteira

      e hoje tenho meia vida"

    - Mas, gasto, gasto!

      Não! Rosália (de Castro).
      
       Armando de Villanova

  Poema em homenagem aos homens e mulheres desta comunidade que com esforço, sabedoria e amor à terra apanham a azeitona e transformam em ouro líquido. que saibamos preservar esse legado que souberam trazer até nós porque é um acto de cultura.




Armando.villanova 3cavalos @ 17:41

Ter, 26/05/09

 

 

 

Eu que quis,tenho as maos vazias.

Hà saudades nas pernas e nos braços.

Há raivas feitas de cansaços  . 

Que é do sonho,à janela da infancia?

Tudo é nada,

E tudo um sonho finge ser.

Para ouvir o Vento

Valeu a pena existir.

Uma vez amei

Pensando ser amada.

Talvez nao tivesse que o ser.

Pensei que podia inventar

Com esse amor, aquilo que

nao tinha vivido(até aí).

Mas talvez nao houvesse

nada para inventar.

Como as ervas nuas

numa manha de orvalho

Fui livre.

 

 

 


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Armando.villanova 3cavalos @ 17:21

Ter, 26/05/09

Viajas de aero(porto)

em aero(porto).

Como pássaro de árvore

em árvore,mas fechas

a pequena janela,

(do tamanho duma moldura)

do teu quarto de banho.

Aonde uma garça de asas abertas

nâo entraria

e sucumbiria no solo!


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Armando.villanova 3cavalos @ 23:45

Qua, 24/09/08

Para guardar os cheiros

da infancia.

Plantei jasmim no jardim.

Para ter sempre comigo

os caminhos que me levavam

de casa.

Nos primeiros anos

de escola.

Para que sobrevivam

os sonhos aos habitos.

.

 

 


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Armando.villanova 3cavalos @ 00:17

Sex, 12/09/08

 

 

 

 

Eu que quis,tenho as maos vazias.

Hà saudades nas pernas e nos braços.

Há raivas feitas de cansaços  . 

Que é do sonho,à janela da infancia?

Tudo é nada,

E tudo um sonho finge ser.

Para ouvir o Vento

Valeu a pena existir.

Uma vez amei

Pensando ser amada.

Talvez nao tivesse que o ser.

Pensei que podia inventar

Com esse amor, aquilo que

nao tinha vivido(até aí).

Mas talvez nao houvesse

nada para inventar.

Como as ervas nuas

numa manha de orvalho

Fui livre.

 

 

 


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Armando.villanova 3cavalos @ 16:25

Dom, 17/08/08

Dia de missinha!

E frango no espeto!

E toca a banda no

coreto!

Que belo dueto.

Não fui.

Não vou.

E nada prometo.

Não digo viva!

Não digo morra!

Pago pelo credo, na masmorra.

Mas, não digo viva!

Não digo morra!

Era assim potro, petiz.

Agora cavalo, alado.

Não digo viva!

Não digo morra!

Não dobro a cerviz!


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