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Armando.villanova 3cavalos @ 12:20

Sab, 12/12/09

    Tanta labuta

    Em que a terra se permuta

    Em que o  corpo escuta

    Às vezes sai palavra bruta

    Mas logo a mão afaga

    a dor na ilharga 

    E outrem que passa  diz

    em chalaça

    - Já massa, já massa

    Chalaça que não embaraça

    Porque Rosália tem graça

    Mesmo quando canta

    - Homem ,você está gasto!

    - Gasto? "Doio-me de dor ferida

      que antes tinha a vida inteira

      e hoje tenho meia vida"

    - Mas, gasto, gasto!

      Não! Rosália (de Castro).
      
       Armando de Villanova

  Poema em homenagem aos homens e mulheres desta comunidade que com esforço, sabedoria e amor à terra apanham a azeitona e transformam em ouro líquido. que saibamos preservar esse legado que souberam trazer até nós porque é um acto de cultura.



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